América Central

Expedição pela Mundo Maia: da Guatemala ao Belize

Tikal Mayan - Guatamela. Autor: chensiyuan sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported

Tikal Mayan - Guatamela. Autor: chensiyuan sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported

Numa viagem única pelo coração da América Central visita-se a Guatemala, El Salvador, as Honduras e o Belize, ao encontro da civilização Maia, de cidades coloniais, de parques naturais, e de momentos únicos que só podem ser encontrados nesta região do globo.

Esta aventura inicia-se na cidade guatemalteca de Antigua situada a meia centena de quilómetros da capital da Guatemala. Antigua é a porta de entrada para visitar o país, sendo o principal destino turístico por excelência.

A cidade foi fundada pelos espanhóis no século XVI dando-lhe o nome inicial de Santiago de los Caballeros. Construída a cerca de 1500 metros de altitude, situa-se numa região muito susceptível aos fenómenos naturais, nomeadamente terramotos, um dos quais (1773), destruiu uma parte dos monumentos, que ficaram em ruínas. No entanto, as suas características históricas, culturais e arquitectónicas levaram a UNESCO em 1979 a considerar Antigua como Património Mundial da Humanidade.

Os principais locais a visitar nesta cidade de influência barroca e raízes coloniais são a Igreja e o Convento dos Capuchinas, a Ermida de Santa Cruz, as Catedrais de São José e de São Francisco, a Igreja de la Merced, o Palácio dos Governadores, as Ruínas de Santa Clara e de São Jerónimo, o Mosteiro de Santo Domingo e o Museu do Livro Antigo. Nota ainda para Parque Central, o Centro Cultural La Azotea, onde se pode realizar uma visita guiada a uma herdade de café e para o Museu de Música Maya Tradicional K’Ojom.

Para além destes monumentos, toda a cidade é um imenso museu a céu aberto com edifícios históricos de cores contrastantes, ruas empedradas, e mercados de rua pitorescos, onde pode comprar artesanato típico ou frutos tropicais por uma verdadeira pechincha. Não deve perder ainda uma viagem nos Tuk-tuks (táxis) e experimentar a típica comida “Pollo Campero”.

Após a visita a Antigua segue-se em direcção ao Lago de Atitlán, situado na região montanhosa de Sololá, no Altiplano guatemalteco. Esta formação de origem vulcânica tem uma superfície que ultrapassa os 100 km2, encontrando-se a 1500 metros de altitude. É considerado o lago mais profundo da América Central com mais de 300 metros de profundidade, sendo rodeado pelos vulcões Tolimán, San Pedro e Atitlán que se encontram acima dos 3000 metros de altitude.

Nesta região visitam-se as povoações de Maya-Tzutuhil, Maya-Cakchiquel, San Antonio Palopó e Santiago Atitlán habitadas pelos descendentes dos povos indígenas Cackchiqueles, Quichés e Tzutuhiles, que habitavam esta região antes de ser ocupada pelos espanhóis. Estes povos ainda guardam o rico universo cultural dos antepassados que se reflectem nas celebrações, nos rituais tradicionais, no artesanato com as suas esculturas em madeira, ou nos têxteis coloridos que variam entre o azul intenso e o vermelho escarlate.

Em Chichicastenango, a cerca de 2000 metros de altitude, irá encontrar o mais colorido e famoso mercado da Guatemala, onde as tradições do povo K’iche’ Maya ainda prevalecem. O mercado, que se realiza às Quintas-feiras e Domingos, é o ponto de encontro de artesãos, agricultores, e comerciantes que vendem os seus produtos ao longo das diversas ruas da vila. Aqui pode encontrar roupas tradicionais, frutas, legumes, plantas medicinais, artesanato típico, como as máscaras em madeira e os tradicionais tecidos floridos e coloridos.

O destino seguinte é o sítio arqueológico pré-columbiano de Iximché nas terras altas Orientais da Guatemala. A cidade foi fundada em 1470 por Kikab, “O Grande”, e apresenta diversos vestígios de grande interesse histórico.

Xunantunich, Belize. Autor: Ian Mackenzie sob licença  Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic

Xunantunich, Belize. Autor: Ian Mackenzie sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic

De regresso a Antigua, parte-se em direcção à fronteira com El Salvador para se visitar o sítio arqueológico pré-colombiano de Joya de Cerén, Património da Humanidade pela UNESCO desde 1993. Este lugar histórico foi descoberto apenas em 1976 e os trabalhos de escavação e análise arqueológica foram iniciados dois anos depois pelo antropólogo Payson Sheets, da Universidade do Colorado (Estados Unidos).

Joya de Cerén, situada próximo da localidade de San Juan Opico, é um dos lugares mais importantes da civilização Maia com vestígios de uma aldeia agrícola do século VII. Refira-se, no entanto, que existem vestígios de uma povoação datada do período pré-clássico (900 AC) que terá sido abandonada após a erupção do vulcão Ilopango. No século VI, esta região terá sido novamente ocupada até à erupção de outro vulcão (Loma Caldera) que soterrou aldeia quase por completo. Devido a este acontecimento trágico, Joya de Cerén é conhecida como a “Pompeia das Américas”

Seguindo pela costa, sempre com o Oceano Pacifico no horizonte, parte-se rumo ao Parque Nacional de Cerro Verde rodeado pelos vulcões Izalco, Santa Ana e Cerro Verde. Esta área protegida é caracterizada por uma floresta luxuriante com uma grande diversidade da fauna e de flora, possibilitando, do alto das colinas, magníficas panorâmicas sobre o território envolvente. Para os entusiastas da observação de aves, este Parque é um autêntico paraíso, principalmente nos momentos do ano em que por aqui passam as aves migratórias.

Depois de uma exploração de Cerro Verde é altura de seguir em direcção ao Lago Coatepeque que não é mais do que uma caldeira vulcânica que se formou há cerca de 60 000 anos. Daqui parte-se rumo ao extremo ocidental de El Salvador e visitam-se as localidades de Concepción de Ataco, Apaneca, Juayúa, e Nahuizalco.

Depois de um dia intenso, é altura de deixar El Salvador e partir para Copán, em território hondurenho. Esta cidade histórica situada na região Ocidental das Honduras, próxima da fronteira com a Guatemala, é o sítio arqueológico de maior relevância da cultura Maia durante a época clássica, entre os séculos V e IX. Cópan foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 1980 e apresenta complexos arquitectónicos únicos, esculturas em pedra, praças, edifícios e monumentos singulares no contexto desta civilização.

Após breve passagem pelas Honduras regressa-se a território guatemalteco rumo a Quiriguá, um núcleo arqueológico situado a cerca de 200 quilómetros da capital, próximo da costa, junto ao Oceano Atlântico.
Daqui segue-se para a povoação costeira de Puerto Barrios, onde se embarca numa lancha para se alcançar Garífuna de Livingston, localidade situada na foz do rio Dulce, no Golfo das Honduras. Esta cidade é particularmente interessante do ponto de vista cultural, pela mistura de tradições e hábitos de origem Maia e afro-caribenha que se entrecruzaram ao longo de séculos.

Partindo de Livingston, viaja-se novamente numa embarcação, desta vez nas águas do rio Dulce. Durante a viagem pode observar a densa floresta tropical, a grande variedade de aves e o impressionante canhão do rio Dulce que tem o seu fim no Mar das Caraíbas. Neste percurso visita-se o castelo de San Felipe, erigido durante o século XVII por parte do Reino de Espanha, para defesa da costa Atlântica dos ataques dos corsários ingleses, e a província de Petén.

Já em terras do Belize visita-se o sítio arqueológico Xunantunich, próximo da fronteira com a Guatemala, nas margens rio Mopán. O núcleo principal é dominado por uma pirâmide apelidada de “El Castillo” e por 6 praças ladeadas por cerca de 26 palácios e templos. Após a visita a este núcleo segue-se para Belize City para se apanhar o avião para Ambergris Caye (São Pedro), uma pequena ilha com praias magníficas, que possui um habitat protegido, onde pode aproveitar para relaxar nas águas das Caraíbas belizenhas.

Depois de algum descanso em paragens paradisíacas é altura de regressar à Guatemala, até Flores, onde se visita o núcleo arqueológico de Yaxhá e a bela lagoa de Sacnab. No dia seguinte parte-se para o Parque Nacional de Tikal declarado Património da Humanidade em 1979. Aqui pode encontrar uma selva exuberante, aves exóticas e uma grande diversidade de animais selvagens. Visita-se também a cidade Maia, que dá o nome ao Parque, com uma visita a pé pelos monumentos, praças e templos mais relevantes. A viagem termina na cidade de Guatemala.

Esta viagem tem a duração de 17 dias e é organizada pela agência de viagens 4×4, especializada em viagens de aventura. Os preços variam entre 3525 € (hotéis e pousadas de 3 estrelas) e 3805 € (hotéis de 4 estrelas) em quarto duplo.

As partidas realizam-se à Terça-feira e Sexta-feira, durante todo o ano, com um mínimo de dois participantes. O valor final da viagem inclui estadia nas unidades hoteleiras de acordo com a categoria seleccionada, passagens áreas internacionais e domésticas e seguro de viagem. As taxas de aviação não se encontram incluídas no preço final.


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